14.Julho.2006 - Coluna Cabverd di meu - Joaquim Saial
O AMBIENTE LITERÁRIO CABO-VERDIANO E A INFLUÊNCIA BRASILEIRA, SEGUNDO O POETA JORGE BARBOSA  O título não é meu, mas sim do vespertino Diário Popular, de 25 de Agosto de 1954, e situa-se na secção “Letras”, encimando cerca de coluna e meia, com fotografia do poeta, e autoria anónima. De há muito que estimo esta figura grande da cultura cabo-verdiana, simpatia amplificada com a repetida leitura da «Obra Poética» em boa hora editada pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda (Lisboa), em 2002, com organização de Arnaldo França e Elsa Rodrigues dos Santos e prefácio desta. E com o facto de ter vindo falecer à terra onde passei a primeira infância e onde décadas depois voltei a residir. Para não falar do gosto que é trazer para a luz do dia discursos na primeira pessoa, em geral elucidativos do pensamento dos seus autores. Que o saiba, foi a única entrevista dada pelo poeta ao citado jornal, pelo menos entre a criação do DP em 22 de Setembro de 1942 e 31 de Dezembro de 1961, espaço temporal em que, por motivo de outra investigação, verifiquei todas as páginas (todas mesmo, uma a uma!) do periódico. E diga-se que pouco mais há ali de referências ao poeta de «Caderno de um Ilhéu», excepto um outro artigo, mais curto e muito específico, de que trataremos numa das próximas semanas.
O texto começa por informar que Barbosa estivera há pouco em Lisboa, depois de 36 anos de ausência (é sabido que efectuou os primeiros anos do ensino liceal em Lisboa) e refere-o como autor de «Arquipélago» e «Ambiente» (respectivamente de 1935 e 41), os únicos até ali publicados por ele. O poeta permanecera 30 dias na capital, num desvio propositado, feito em regresso de S. Tomé e Príncipe, onde fora acompanhar emigrantes cabo-verdianos, como comissário nomeado pelo Governo da colónia. O governador de então era Manuel Marques de Abrantes Amaral (ali entre 1953 e 57 e depois em S. Tomé e Príncipe, de 57 a 63). Foram seis, as perguntas que o entrevistador lhe dirigiu. Comecemos pela primeira, que questionava se haveria realmente uma literatura cabo-verdiana. O poeta considerou que não, uma vez que o romance «Chiquinho» de Baltasar Lopes e alguma poesia editada nas revistas «Claridade» e «Certeza» eram “casos isolados (…) longe ainda de formar um conjunto literário, com a sua fisionomia traçada, o seu sabor a ponto de partida e a sua projecção”. Na segunda, inquiria-se se ele julgava que os escritores de Cabo Verde se deixavam influenciar pela moderna literatura brasileira. Barbosa, sem negar completamente esta possibilidade, colocava no entanto algumas reticências à mesma. Assinalava que as impressões de Gilberto Freire sobre o assunto (pretensa influência da literatura brasileira nos escritores das ilhas) haviam “empolgado momentaneamente” os intelectuais cabo-verdianos. Mas que passado esse primeiro momento se verificara que “influência, se a houve, foi mais do processo do que da própria literatura” e que os cabo-verdianos haviam traçado o seu próprio caminho, “embora tivesse ficado uma parecença de família que não se pode apagar”. E citava Lins do Rego, Jorge Amado, Manuel Bandeira e Ribeiro Couto, que haviam escrito “capítulos inteiros e poemas que poderiam ter acontecido em Cabo Verde, pelos dramas comuns (como o da seca), a música, o folclore e até a semelhança na pronúncia da língua portuguesa. E mais não se falou do Brasil, que dera nome a parte do título da entrevista. A terceira parte da entrevista é talvez a mais interessante e significativa do pensamento de Jorge Barbosa, no que concerne ao estado da cultura cabo-verdiana da época. Perguntava-lhe o entrevistador qual era a actividade literária de então em Cabo Verde. A resposta, à primeira vista algo desconcertante, revelava-se, após mais atenta abordagem, inteligente e construtiva. Dizia ele que parecia “não haver poetas e prosadores no arquipélago”. E porquê? Devido ao facto de “a grande maioria se conservar num mutismo que impressiona, apesar de podermos contar com valores que muito terão a dizer-nos”. E logo em seguida avançava as causas desse silêncio: a falta de uma revista literária que desse voz aos prosadores e poetas locais. Coisa que o órgão de carácter geral e de propaganda da província «Boletim de Cabo Verde», dirigido com “inteligente persistência” por Bento Levy, apesar da sua utilidade, não podia oferecer. Rematava Barbosa, sugerindo a criação “por parte do Governo da Província, da publicação de um boletim essencialmente cultural, destinado ao escol representativo da inteligência cabo-verdiana” e apontando Jaime de Figueiredo, “pela garantia do seu talento e com a vantagem de residir na cidade da Praia”, como “o homem indicado para o dirigir”. A seguir, era igualmente objectivo, quando à pergunta sobre se os intelectuais cabo-verdianos pensavam criar algum organismo de estudo e expansão cultural retorquiu com um “Vontade não nos falta”. E continuava a exercer pedagogia, quando afirmava: “Não temos em actividade, um organismo que oriente e promova pesquisas que se relacionem com o homem cabo-verdiano, impulsione o estudo do nosso folclore, leve a efeito a recolha das nossas músicas mais características, procure descobrir alguma coisa da nossa pequena mas talvez interessante história (haverá ainda que ver o que resta dos nossos antigos arquivos). Falta-nos um museu, pequena réplica que fosse, do Museu do Dundo. Falta-nos, sobretudo, mais do que a boa vontade e a iniciativa dos meios materiais para fazer marchar os nossos projectos. A elasticidade do nosso Orçamento é muito limitada.” Questionado relativamente a projectos literários em mãos referia “Sim, talvez ium livro de poemas. Depois desta aventura atlântica em que me meti, tudo é possível.” O livro que se seguiu foi «Caderno de um Ilhéu», em 1956, dois anos depois. Ali, mais do que sinais de saída e de despedida, estão os das viagens não feitas, gosto profundo pelo partir mas também pelo ficar, em poemas como «Regresso», que termina com uma espécie de metáfora da sua vida: “Leva-me contigo / navio // Mas torna-me a trazer!”. Contudo, a aventura atlântica que o transportou a Lisboa e antes a S. Tomé, não deixa de tocar pontos repetidos desta obra – por exemplo o poema «Emigrante». A terminar, Barbosa dizia que tinha gostado de Lisboa, da educação, da disciplina e do civismo do povo. E que voltaria daí a 36 anos, tantos quantos demorara a retornar ao Continente. Infelizmente, regressou 16 anos depois, mas para se submeter a operação de que não recuperou, tendo falecido três meses após, em Janeiro de 1971 na Cova da Piedade, concelho de Almada, onde tantos patrícios seus vivem ainda hoje. Comentários no LIBERAL: 1. Esta entrevista de Jorge Barbosa reafirma a autonomia dos Claridosos, seja em relação à literatura portuguesa como a brasileira. Pelo contrário, a emigração, uma questão essencialmente política, que constituiu um dos temas favoritos dos Claridosos, sustentando estudos, romances, poemas e ensaios, não teria exercido a sua influência no pensamento Claridoso? Da emigração não vêm somente dólares mas também valores sociais e culturais. Na emigração na América publicou-se livros, revistas e jornais que marcaram no princípio deste século as relações culturais entre Cabo Verde e a América. Tanto Baltasar Lopes, como Júlio Monteiro e António Aurélio Gonçalves colaboraram no jornal Mocidade Africana, de inspiração negro-americana em Lisboa nos anos vinte. Du Bois, Maurice Garvey, marcaram também homens como Pedro Cardoso, Eugénio Tavares e Juvenal Cabral. Parabéns Jack, por estas luzes. Um abraço.
Luiz Silva
2. Obrigado, Joaquim, por divulgar factos interessantes da vida dos nossos homens de letras, como tem vindo a fazer. Jorge Barbosa é um dos que merecem que se mantenha bem viva a sua memória. Adriano Lima 3. MAIS UMA ALERTA A TODOS Eu sou contra o açambarcamento dos valores da nossa Cultura Caboverdana por esse tipo de personagem. Lembrem se do Manuel Ferreira e a sua compilação CLARIDADE em que fez fortuna,vendendo o livro a 2.500,00 escudos portugueses na época e sem nenhum escrupulo.Uma aberração em nome da amizade. Sejamos vigilantes pois hoje em dia hà uma nova forma neocolonialista cultural que se apresenta. Defendamos a integridade daquilo que é nosso porque 500 anos de colonialismo jà BASTA.
Jorge S.
Nota do Arquivo Joaquim Saial: O indivíduo que se esconde atrás da assinatura "Jorge S.", já tinha feito uma intervenção semelhante em rodapé de artigo anterior meu (surpreendentemente disparatada e sem qualquer nexo), ao qual não dei resposta, bem como a este. O texto está escrito tal como surgiu no «Liberal», sem emendas de erros ou fraseado. Tal dislate teve amáveis reacções de amigos cabo-verdianos no jornal, que a seguir se reproduzem. "Jack" ou "Djack" (em versão mais crioula) é o nominho que em Cabo Verde se dá a quem se chama Joaquim. No caso, "Djack d'Captania", em virtude da Capitania dos Portos de S. Vicente, por motivos conhecidos de residência na juventude. Anote-se ainda a simpática reacção de uma filha do poeta ao dito artigo, o primeiro em que "Jorge S." surgiu como pretenso defensor da cultura cabo-verdiana. FANTÁSTICO. ADOREI. SOLANGE (FILHA DE JORGE BARBOSA) A todos agradeço a generosa amizade e franca galhardia. E, já agora, também ao suposto "Jorge S." que deu a este artigo uma visibilidade que eu nunca esperaria que ele viesse a ter. Por vezes, os imobilistas, chauvinistas e possuidores de inúteis complexos de ex-colonizado acabam por escrever direito por linhas tortas... Resta-me ainda um último consolo: o de que o desconhecido/camuflado "Jorge S." faria o mesmo com qualquer outro... só que desta vez deu-lhe para implicar comigo... Adaptando a velha máxima religiosa, resta-me concluir com um "Perdoa-lhe Pai, que ele não sabe o que escreve"...
4. Quando digo não gostei, refiro-me à opinião do "Jorge S." Simplesmente lamentável. Até parece que está de mãos dadas com o tal brazuca para atacar os nossos verdadeiros amigos. Ainda o brazuca teve a ombriedade de se apresentar de caras mas o "jorge s." não; ele vem com o pseudónimo, mas o seu estilo e a sua má-fé é conhecida. Armado em contador de "storias" ele perdeu a cabeça e ocupa o espaço com uma carga de asneiras. Olá Jack! A gente te conhece; tu és dos nossos; o tal "jorge" é um renegado que nem se dá com a família. Tu és da nossa Grande Familia, juraste na bandeira de Cabo Verde, tu és "mnin de captania", "mnin d'ponta d'praia" como bem dizia o grande Sérgio Frusoni, outro que como tu tinha sangue da Europa, coração de Sãocente. Pedro Vicente 5. Sr. Jorge SS, eu fui dos que no momento da edição da publicação em volume dos 9 números da Claridade em 1986, considerou através das páginas do jornal Terra Nova, que essa tarefa devia incumbir ao Estado de Cabo Verde e suas instituições, por considerar a Claridade um património dos cabo-verdianos. Pode-se estar em desacordo com a obra romanesca e ensaística do Manuel Ferreira mas ninguém lhe retira o mérito de ter sido um grande divulgador da cultura cabo-verdiana. Creio seu Jorge SS que você não leu o livro: se o tivesse feito teria visto os dois depoimentos de Baltasar Lopes e Manuel Lopes a quem ele pagou os direitos de autor assim como à família do Jorge Barbosa. Perante estes factos não se pode acusar Manuel Ferreira de explorar a cultura cabo-verdiana quanto mais falar de enriquecimento, pois se tivesse na sua vida editado seja o que for, certamente não faria tais estúpidas afirmações. Falar mal por falar mal, caluniar por mero desejo pessoal de ódio, vingança ou frustração não é próprio de gente que se diz nacionalista e patriota. O patriotismo é uma questão de dignidade, de solidariedade e amor ao próximo o que tu não conheces. Como se trata de um gesto simples recomendo ao Jorge SS de ver o seu psiquiatra ou encontrar um espiritualista que o possa guiar em novos caminhos. A cultura não tem fronteiras e o Sr. Jorge com o seu nacionalismo complexado e a sua doméstica demagogia deve devolver a si próprio o seu alerta que certamente lhe fará muito bem, para a sua saúde física e psíquica. Indivíduos como o Jack ou o Fernando Alhinho são mais cabo-verdianos do que você: ser cabo-verdiano não é uma questão de nascimento mas sim um comportamento social e cultural. Espero que não use e abuse da boa fé dos nossos leitores com o seu português que envergonha os seus antigos colegas do Liceu Gil Eanes. Caboverdianamente, Luiz Silva 6. Texto enviado por Daniel Conceição (Nhelas Costinha), através de Luíz Silva Caro Luíz, No momento em que me telefonaste tinha em casa como visita um amigo meu de Roterdão, Gilberto Almeida (ex-marinheiro da capitania nos anos de 60 a 66) e aproveitei a oportunidade para lhe perguntar se ele chegou a conhecer o Patrão-Mor Saial [Saial é apelido materno de JS; o pai era Narciso João Neves da Silva]. No primeiro momento o nome Saial nao lhe disse nada. Ele perguntou-me se era o Sr. Narciso ou o Sr. Vidigal. Apanhei o livro "Capitania" e logo assim que ele viu a foto, ele exclamou: É o Djak do Sr. Narciso! Segundo ele a cara de um é a cara de outro e principalmente as orelhas são idênticas. O Gilberto afirmou-me também que o Senhor Narciso foi um dos melhores patrões-mores com quem ele trabalhou. Tratava o pessoal sob a sua chefia com todo o respeito, correcção, atenção e educação, comportamento diametralmente oposto ao do patrão-mor que infelizmente veio substituí-lo. Apesar de que os filhos não são responsáveis pelos actos dos seus pais, o Senhor Joaquim Saial, como filho nao pode envergonhar-se pelo comportamento do pai; pelo contrário, o seu pai era já na altura um verdadeiro anti-colonialista. E onde ele estiver decerto que ele se sentirá orgulhoso do filho ter continuado doutra forma o trabalho que ele fez em Cabo Verde. ("A maçã nao caíu longe da arvore", máxima holandesa ). É pena nao haver mais "Djak Saial", grande amigo de Cabo Verde, que ele trata e descreve bem assim como as suas gentes com tanta ternura, carinho, amor, respeito e descomplexadamente. Ao nosso Jorge S. resta-lhe apenas consultar um especialista para tratar-lhe esta paranóia virulenta. Nunca é tarde pois tanto ele como nós todos temos muito que aprender ainda com Joaquim Saial. E finalmente quem sai a ganhar é Cabo Verde, "que tais filhos teve" mesmo que sejam adoptivos. "Cabo Verde ê de nôs tud". Daniel Conceição "Nhelas Costinha"
Nota do Arquivo Joaquim Saial: "Jorge S." reagiu entretanto às críticas que lhe fizeram, mas como não adianta nada de novo em relação à sua incompreensível atitude, não vale a pena inserir aqui a verborreia expelida. De qualquer modo, o «Liberal» guarda os textos em arquivo que podem ser consultados pelo leitor a qualquer momento.
8. Não gostei, como não gosto de pessoas como esse senhor "Jorge S." que interveio a propósito do texto do senhor Joaquim Saial. Não gosto porque esse senhor Jorge envergonha todos os cabo-verdianos com os seus dizeres, os bons cabo-verdianos, que o são, felizmente, na maioria, porque gente boa, pacífica, e aberta ao mundo e à convivência universal. O senhor Jorge é seguramente o produto dum desvio genético que, mau grado o infortúnio da condição que arrasta consigo, deve ponderar bem antes de publicar o lixo que verte da sua cabecinha doente e desarrumada. O senhor Jorge, ao publicar o seu pensamento inquinado, prejudica o bom conceito em que a gente cabo-verdiana é tida. Presta, pois, um mau serviço aos cabo-verdianos. Tenho pena, mas muita pena mesmo, que pessoas como o senhor Jorge se intitulem cabo-verdianas, pois se o são é por simples casualidade geográfica. O senhor Jorge é, afinal de contas, um racista da pior espécie, um pobre diabo que padece do complexo de colonizado, que ainda perturba a mente de alguns nossos patrícios, felizmente cada vez menos. Se o senhor Jorge não é burro, um ser completamente tapado, é mal intencionado, porque se não o fosse, assistir-lhe-ia a obrigação de descortinar que o senhor Joaquim Saial é um cabo-verdiano da melhor cepa, um irmão como poucos com que podemos contar em todas as circunstâncias. Joaquim Saial não precisou de nascer em Cabo Verde, Angola, Paris, ou Tóquio, para ser um homem do mundo, como o são todos os grandes homens, os verdadeiros homens. Mas ele não precisa que eu aqui o apresente ou justifique, porque os cabo-verdianos o conhecem bem. Excepto, claro, o senhor Jorge S. Também não lhe fica bem, senhor Jorge, fazer obervações aleivosas sobre o escritor Manuel Ferreira, porque tudo o que disse é disparatado e sem nexo, fruto das suas obliterações mentais. Para concluir, digo-lhe que tanto o Joaquim Saial como o Manuel Ferreira, fizeram, ou têm vindo a fazer, por Cabo Verde, aquilo que o senhor certamente nunca fará. Desculpar-me-á a espontânea siceridade das palavras que utilizei, porventura algo duras, mas o senhor é daqueles que devem ser desmacarados e denunciados sem peias, sob pena de contaminar pessoas mal informadas que possam ler os seus reles comentários.
Amélia Libânia 9. Só agora vim dar o meu testemunho porque deveres familiares me impediram de felicitar o Joaquim Saial pelo artigo e deparo com esta miséria toda. Sr. Jorge, se é cabo-verdiano como eu, faça a sua mea culpa, reconheça o seu excesso de verbo. E, como pecado confessado está meio perdoado, talvez o Joaquim o possa perdoar.
Helena Lobo 10. Meus caros, achei graça a uma refrega naval que presenciei ontem à tarde no mar do canal. O nosso Djack demandava serenamente a baía do Porto Grande ao comando duma fragata que tinha como carranca o poeta Jorge Barbosa. Nisto aparece um navio pirata, convenientemente disfarçado sob impoluto pavilhão, e dispara sem aviso prévio meia dúzia de salvas contra o tranquilo vaso. Este não riposta, mais condoído com tal desfaçatez que temeroso da sua integridade. É quando surge uma esquadra amiga e zeladora da boa ordem marítima, que, sem contemplações, cerra sua artilharia contra o navio pirata. Impotente, e porventura confuso com sua inexplicável diatribe, o pirata iça a bandeira branca e desaparece na cerração. Fica o aviso à navegação porque o pirata apenas se refugiou na baía do Tarrafal para reparar um grande rombo no casco. Um abraço Adriano Lima (via e-mail directo para o Arquivo Joaquim Saial) 11. Lamento que ainda haja quem sob a capa do anonimato, ou de nomes abreviados, se entretenha a denegrir pessoas do nível intelectual e moral do Joaquim Saial. Já era tempo deque quem quisesse escrever a sua opinião, o fizesse de cara descoberta. Antigamente, os Homens eram assim. As "RATAZANAS" é que a coberto da sua cobardia se escondem. Perguntem ao Sr. Jorge S. o que ele até agora fez por Cabo Verde e pela sua cultura. Mantenhas Jorge Emanuel de Sales e Melo Gomes Martins
12. Meu caro Joaquim Saial, Professor! Parabéns por ter mantido um laço tão humano e de grande riqueza cultural com uma terra que lhe deu amigos e que você retribui com o seu saber, que é mesmo SABER! Homem leal, discreto, humorado, culto, elegante no trato para com toda a gente, Joaquim Saial é digno da consideração daqueles que não dormem com fantasmas justificativos da pouca inteligência que certos seres ostentam, nem comem com baratas mentais a atrofiarem-lhe o cérebro. Saúdo Adriano Lima, caso seja aquele amigo que conheci na Associação Caboverdiana e de quem tenho saudades, por ser outro ser humano ímpar.E aproveito para anunciar que TITINA irá cantar no início do Outono na Casa Fernando Pessoa. Luís Filipe Maçarico (poeta e antropólogo - Portugal) |